História 142 – O segredo da confissão



Quando o Padre Tomás, sacerdote íntegro e respeitado na comunidade, que fez o voto do silêncio, recebe a Mira em acto de confissão, uma adolescente de 13 anos, que conta, entre lágrimas e soluços, o seu envolvimento sexual com o Coronel Luvas em troca de comida, terá que decidir entre seguir rigorosamente as regras da sua Igreja ou despir a batina sacerdotal e fazer o Coronel Luvas pagar pelo seu crime.


História 141 – Rotina salva vidas



Quando o Manuel António, curandeiro famoso, que se aliou ao MISAU na vacinação das crianças, ao começar a exigir o cartão de vacinação das crianças como condição para apanharem as suas vacinas poderosas que os protegem contra o veneno de bichos perigosos, vê-se confrontado pelos espíritos que ameaçam retirar-lhe os poderes, por este estar a colocar a tradição dos Nguvas em segundo plano, terá que convencer os espíritos que a vida é uma fusão das leis dos homens e da natureza, da tradição e da modernidade.


História 140 – Família barulhenta



Quando o Sérgio, pescador, amante da tranquilidade e da união familiar, é chamado a acudir mais uma briga entre a sua mãe Filomena e a Rabia, sua namorada e mãe do seu filho, ambas com filhos menores, por Rabia acreditar que as constantes diarreias do seu filho são causados pelos maus tratos da Filomena, que alimenta o filho deles com restos de comida de Ankanu, filho da Filomena, terá que encontrar formas de acabar com a briga entre as duas e juntá-las na procura das reais causas da diarreia do menino e da tão desejada cura.


História 139 – Mães galinha



Quando  a Ermelinda e o Twinga, amigas e confidentes, ambas com filhos pequenos, um maior de 6 meses e outro menor, respectivamente, diagnosticados com diarreia, decidem combinar e programar os cuidados aos seus filhos de modo a garantir a melhoria rápida dos mesmos e, surpreendentemente, acabam por se desentender, porque uma das crianças tende a melhorar e a outra não, terão que dar voz à razão, reflectir sobre a plano de alimentação desenhado por ambas, de modo a encontrarem as falhas e corrigirem-nas imediatamente de modo a salvar a vida dos seus filhos. 


História 138 – O boato



Quando o APE Jamal convoca uma reunião para sensibilizar as raparigas a aderirem à vacinação contra o Cancro do Colo do Útero e é surpreendido por uma manifestação das mães que receberam mensagens indicando que a vacina visa inutilizar o útero das meninas, terá de usar o seu prestígio no meio da comunidade de Nguva, para ganhar confiança das mulheres, acalmá-las e, finalmente, explicar os equívocos existentes em relação à vacina.


História 137 – Um por todos, todos por um



Quando o Zezinho, sempre fiel aos seus amigos, leva o seu novo amigo com Sindrome de Down para o campo de Jogos, e faz um show que culmina com uma boa prestação no campo onde marca vários golos, vê o seu novo amigo vaiado e humilhado pelos seus velhos amigos, terá que ser bravo e corajoso para enfrentar os velhos amigos e fazê-los perceber que o novo amigo nada tem de feiticeiro e que, em vez de afastá-lo, devem aprender que o amigo tem os mesmos direitos e sonhos que eles.


História 136 – Pai sem pasta



Quando o Anastácio, o Presidente da ASPENGU, vê rejeitada a sua reeleição à Liderança da ASPENGU pelos homens de Nguva, por ter decidido frequentar a Escolinha da Didinha, terá de conseguir provar a importância da Escolinha da Didinha, partilhando com todos os conhecimentos sobre a educação parental, bem como a importância das aulas para os todos os pais e para o bem das suas crianças.


História 135 – Bolada Fedorenta



Quando a Carla, estagiária na US, recebe do Coronel Luvas, homem habituado a negociar por baixo da mesa, uma proposta choruda que consiste em fazer de tudo para convencer a responsável da Unidade Sanitária a legitimar, numa reunião com os Líderes e os Influentes de Nguva, um projecto de Latrinas Modernas que dissolvem os resíduos no lençol freático, como forma de alcançar o estatuto de Comunidade LIFECA, terá que avaliar os riscos e pensar noutras formas para garantir a construção e o uso das latrinas na comunidade.


História 134 – Coisas de Vergonha



Quando a Graça e as colegas de escola, orgulhosas por fazerem parte das 10 selecionadas pelo professor Gatão para entoarem o hino e fazerem a dança de abertura na recepção da visita da Delegação dos Serviços Provinciais da Educação e Cultura, não concordando com a presença de Cidália na lista, por esta ter deficiência auditiva, tendo-a trancado na casa de banho da escola, terão que encontrar uma explicação convincente para justificar tal atitude perante o professor, a turma e o conselho de escola.


História 133 – Longe do peito



Quando a diretora Tampa, que não denunciou uma mãe lactante que se envolveu no roubo de leite no cantinho do IPOFEH, fica a saber que a referida mãe não se deslocou à unidade sanitária como combinado e continua com as mesmas práticas, terá que encontrar estratégias para motivar a mãe a ir a Unidade Sanitária, obter melhor esclarecimento sobre a amamentação e criar espaços na sua apertada agenda, para verificar se estão a acontecer mudanças significativas no aleitamento e dar o apoio necessário para superar as dificuldades.